Cefas Carvalho
Dia desses, conversando on line com minha irmã, a mitológica Rosa Carvalho, sobre experiências cinematográficas, lembrei com humor que fui pioneiro em assistir filmes em 3D ainda nos anos 80.
Espere aí, tecnologia 3D em uma década que ainda assistíamos filmes em VHS nos velhos e bons (mas nem sempre) videocassetes? Explico.
Ano de 1989. Combino com um amigo roqueiro (guitarrista da banda Facínoras, que marcou época na Zona Sul do Rio de Janeiro sem ter feito sequer um show...) assistirmos a “Tommy” no Cineclube Cândido Mendes. Claro, já havia assistido meia dúzia de vezes a ópera-rock do The Who, mas na telinha na TV. Expectativa em ver o delírio de Ken Russel na tela grande. Chegamos no Centro cultural uma hora antes de começar o filme. “Que tal uma cerveja?”, propôs Breno. Rumamos para um boteco próximo. Contudo, separada a grana para as entradas, constatamos nosso liseu. Cerveja? Melhor não. Pensamos na boa, velha e barata cachaça, mas nem eu nem o amigo éramos chegados à “mardita”. Foi quando ele avistou numa prateleira uma garrafa de Campari. Barata a dose, forte o efeito. Não contamos conversa. Por falar em conversa, eis que conversa vai, conversa vem, entornamos cada um sete doses de Campari. E estava quase na hora de começar o filme.
Cinema quase vazio, apagam-se às luzes e percebo, então, que uma tonteira começa a se apossar de mim. De repente, sem trailler, sem aviso nenhum, começa o filme. Luzes, montagem rápida, um avião em chamas, uma guitarra ensandecida. “It´s a boy, Mrs. Walker, it´s a boy”, canta a enfermeira.
Logo depois, quando termina a cena em que Ann Margaret e Oliver Reed cantam “Christmas”, sinto a cabeça mais pesada e os olhos mais sensíveis à luz. “Acho que estamos um pouco bêbados”, comentou Breno. A partir daí, assisti o filme em terceira dimensão, o 3D. Em “Gypsy Queen” parecia que Tina Turner estava cantando na minha frente. E Elton John em “Pinball Wizzard”, que se abrisse os braços corria o risco de acertar meu rosto? Como confessar que tentei me proteger quando chove champanhe do aparelho de TV? Tudo 3D puro! Claro que na cena final também tentei escalar as montanhas, só que quando acenderam as luzes eu e Breno olhamos um para o outro espantados com a experiência que tivemos. E uma leve vontade de vomitar, claro.
Mas, vive experiência parecida dois anos depois, quando da estréia de “The Doors”, de Oliver Stone, no Cineclube Estação Botafogo. Iniciado que era na obra de Jim Morrison, estava na expectativa que o filme abordasse a relação do roqueiro com xamanismo e drogas. Tendo marcado com dois amigos que não apareciam (na época celulares não existiam, crianças), resolvi tomar umas cervejas no bar ao lado da bilheteria. Eis que três cervejas depois vendo o dinheiro escassear, venci meus pruridos e pedi uma dose de cana. Depois mais duas. E lá fui eu sozinho assistir ao filme.
Novamente, meio grogue na sala de exibição e vivendo meu 3D particular. Particularmente na cena em que Morrison está no palco e delira com índios dançando a sua volta, quase levantei da cadeira para invocar Mr. Mojo. No fim das contas, boas lembranças de anos que não mais voltam. O único problema deste tipo de 3D era a ressaca no dia seguinte.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
Natal terá mostra Cinema e Direitos Humanos de 5 a 10 no IFRN Cidade Alta
Natal receberá a oitava edição da Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul. Será de 5 a 10 deste mês, com sessões no campus IFRN da Cidade Alta. Com exibições em todas as capitais brasileiras, nossa proposta é utilizar a linguagem cinematográfica para estabelecer um diálogo direto com a população. Um contato que valorize a diversidade e garanta o respeito aos Direitos Humanos em todo o país. A Mostra foi lançada em dezembro de 2006 com a finalidade de celebrar o aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, sendo exibida em quatro cidades. Aos poucos foi sendo expandida e já chega a todas as capitais brasileiras e com um projeto itinerante que vai também para o interior do Brasil.
A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul tem o importante papel de disseminar e fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos, especialmente de forma a alcançar os setores historicamente excluídos ou com menos acesso a bens culturais. Nesse sentido, este ano inovamos com a realização do projeto Democratizando em mais de 500 locais de exibição espalhados pelo país – inclusive em cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros.
A 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Ministério da Cultura. Tem produção da Universidade Federal Fluminense, patrocínio da Petrobrás e do BNDES, e recebe o apoio institucional da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, da Empresa Brasil de Comunicação e do Centro de Formação das Nações Unidas para o Brasil.
Para saber mais detalhes e a programação acesse www.sdh.gov.br/mostracinemaedireitoshumanos
A Mostra Cinema e Direitos Humanos na América do Sul tem o importante papel de disseminar e fortalecer a educação e a cultura em Direitos Humanos, especialmente de forma a alcançar os setores historicamente excluídos ou com menos acesso a bens culturais. Nesse sentido, este ano inovamos com a realização do projeto Democratizando em mais de 500 locais de exibição espalhados pelo país – inclusive em cineclubes, pontos de cultura, institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica, universidades, museus, bibliotecas, sindicatos, associações de bairros, telecentros, entre outros.
A 8ª Mostra Cinema e Direitos Humanos da América do Sul é uma realização da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República em parceria com o Ministério da Cultura. Tem produção da Universidade Federal Fluminense, patrocínio da Petrobrás e do BNDES, e recebe o apoio institucional da Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura, da Empresa Brasil de Comunicação e do Centro de Formação das Nações Unidas para o Brasil.
Para saber mais detalhes e a programação acesse www.sdh.gov.br/mostracinemaedireitoshumanos
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
Shortbus: Discitindo sexualidade de forma explícita com doçura, sinceridade e inteligência
Cefas Carvalho
Revi noite dessas um de meus filmes favoritos, Shortbus, de John Cameron Mitchell. Filme indie, rodado com baixíssimo orçamento cujo roteiro e personagens foi desenvolvido com os atores (muitos não-profissionais). Conta-se que Mitchell abriu testes a qualquer pessoa, atores profissionais ou não. Não queria astros, porque astros não fazem sexo, diz. Pediu que os interessados mandassem fitas com o que eles achassem interessante contar. Muitos faziam confidências em vídeo, outros se masturbavam para a câmera. Uma pré-seleção chegou a 500 pessoas, depois a 40.
Criticado por conter cenas de sexo explícito (muitas envolvendo homossexualidade masculina) e proibido em alguns países e em alguns estados dos EUA, país fundamentalista, como se sabe, Shortbus trata sobre gente comum de Nova York, homens, mulheres, héteros, homos, bem casados, mal resolvidos, que tem em comum o fato de frequentaram o clube que dá título ao filme. Para mim, trata-se de um filme doce, com personagens cativantes. A pornografia, quase sempre, está nos olhos de quem vê. Claro que puritanos e gente mal-resolvida sexualmente não deve nem chegar perto deste filme.
O ponto de partida do longa é Sophia (a canadense Sook-Yin Lee), uma terapeuta de casais que nunca teve um orgasmo. Entre seus pacientes estão James (Paul Dawson) e Jamie (PH DeBoy), que mantém uma relação que se pretende aberta. Há ainda Severin (Lindsay Beamish), dominatrix que mantém sua vida em segredo. Todos e outros personagens se encontram regularmente no Shortbus, o clube underground comandado por Justin Bond (uma espécie de mestre de cerimônias de Cabaret) onde arte, música, política e sexo se misturam. Faz-se de tudo lá, ou nada, para quem preferir.
Li quando do lançamento do filme que Mitchell se ressentia de ter assistido, no final dos anos 90, a vários filmes que tratam o sexo com franqueza, mas ainda com uma certa carga pesada, como se opção sexual fosse um fardo. Segundo o diretor, faltava provocação e até um pouco de humor. E daí começou a nascer Shortbus, que é um filme de celebração, como na trilogia do sexo de Pasolini ou nos filmes franceses, onde o sexo - bem resolvido ou problemático - é algo natural, tratado sem pudores. Um filme obrigatório para quem gosta de ver debates sobre sexualidade no cinema.
Revi noite dessas um de meus filmes favoritos, Shortbus, de John Cameron Mitchell. Filme indie, rodado com baixíssimo orçamento cujo roteiro e personagens foi desenvolvido com os atores (muitos não-profissionais). Conta-se que Mitchell abriu testes a qualquer pessoa, atores profissionais ou não. Não queria astros, porque astros não fazem sexo, diz. Pediu que os interessados mandassem fitas com o que eles achassem interessante contar. Muitos faziam confidências em vídeo, outros se masturbavam para a câmera. Uma pré-seleção chegou a 500 pessoas, depois a 40.
Criticado por conter cenas de sexo explícito (muitas envolvendo homossexualidade masculina) e proibido em alguns países e em alguns estados dos EUA, país fundamentalista, como se sabe, Shortbus trata sobre gente comum de Nova York, homens, mulheres, héteros, homos, bem casados, mal resolvidos, que tem em comum o fato de frequentaram o clube que dá título ao filme. Para mim, trata-se de um filme doce, com personagens cativantes. A pornografia, quase sempre, está nos olhos de quem vê. Claro que puritanos e gente mal-resolvida sexualmente não deve nem chegar perto deste filme.
O ponto de partida do longa é Sophia (a canadense Sook-Yin Lee), uma terapeuta de casais que nunca teve um orgasmo. Entre seus pacientes estão James (Paul Dawson) e Jamie (PH DeBoy), que mantém uma relação que se pretende aberta. Há ainda Severin (Lindsay Beamish), dominatrix que mantém sua vida em segredo. Todos e outros personagens se encontram regularmente no Shortbus, o clube underground comandado por Justin Bond (uma espécie de mestre de cerimônias de Cabaret) onde arte, música, política e sexo se misturam. Faz-se de tudo lá, ou nada, para quem preferir.
Li quando do lançamento do filme que Mitchell se ressentia de ter assistido, no final dos anos 90, a vários filmes que tratam o sexo com franqueza, mas ainda com uma certa carga pesada, como se opção sexual fosse um fardo. Segundo o diretor, faltava provocação e até um pouco de humor. E daí começou a nascer Shortbus, que é um filme de celebração, como na trilogia do sexo de Pasolini ou nos filmes franceses, onde o sexo - bem resolvido ou problemático - é algo natural, tratado sem pudores. Um filme obrigatório para quem gosta de ver debates sobre sexualidade no cinema.
quarta-feira, 6 de novembro de 2013
Animação brasileira é pré-candidata ao Oscar da categoria
Em um ano fraco
de animações e nada que salte aos olhos, uma produção brasileira "Uma
História de Amor e Fúria" é uma das 19 classificadas pela Academia de
Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos para concorrer a uma
indicação ao Oscar de melhor animação em 2014. E com chances, diga-se. Dirigida
por Luiz Bolognesi, a animação narra o amor entre Janaína (voz de Camila Pitanga)
e um guerreiro indígena (voz de Selton Mello) que, ao morrer, assume a forma de
um pássaro. Durante seis séculos, a história do casal sobrevive, atravessando
quatro fases da história do Brasil: a colonização, a escravidão, o regime
militar e o futuro, em 2096, quando haverá uma guerra pela água. Animações medianas como "Tá
Chovendo Hambúrguer 2", "Meu Malvado Favorito 2", "Os
Croods", "Reino Escondido", "Frozen: Uma Aventura
Congelante" e "Universidade Monstros" também disputam as
indicações. Os indicados serão anunciados no dia 16 de janeiro. O Oscar 2014
acontece no dia 2 de março de 2014, em Los Angeles.
Confira a lista dos 19 longas que disputam as indicações:
"Os Croods"
"Tá Chovendo Hambúrguer 2"
"Meu Malvado Favorito 2"
"Reino Escondido"
"Ernest et Célestine"
"Saibi"
"Bons de Bico"
"Frozen: Uma Aventura Congelante"
"Khumba"
"The Legend of Sarila"
"Momo e no tegami"
"Universidade Monstros"
"O Apóstolo"
"Aviões"
"Puella Magi Madoka Magica the Movie Part III: The Rebellion Story"
"Uma História de Amor e Fúria"
"Os Smurfs 2"
"Turbo"
"The Wind Rises"
Com informações do UOL Cinema
terça-feira, 29 de outubro de 2013
Lana Wachowski fala sobre novo filme “Jupiter Ascending”
Luísa
Gomes, para o site Cinema em Cena
A forte presença do desconhecido e do bizarro é
marca registrada na filmografia dos irmãos Wachowski (Matrix). Os
diretores se dispõem a fazer filmes grandiosos e estranhos ao público. Seu novo
projeto não poderia ser diferente: Jupiter Ascending contará a história
de um guerreiro híbrido (Channing Tatum) que se apaixona por uma humana (Mila
Kunis) que possui os genes da Rainha do Universo.
Lana Wachowski (foto) falou sobre o longa em entrevista ao
site da Associated Press: “É uma
ópera sobre uma ficção científica no espaço. Possui muitos elementos de gêneros
que amamos. Possui muita ação original e muito romance. Nós não somos bons em
fazer coisas pequenas, por isso voltamos ao grandioso. Falamos ‘vamos fazer um
filme pequeno’, mas os filmes acabam sendo super complexos. Queremos sempre
procurar alguma coisa diferente que ninguém tenha feito”, disse.
Jupiter Ascending tem estreia prevista no Brasil
para o dia 8 de agosto de 2014.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
"Os Fantasmas se Divertem" deve ganhar continuação com Tim Burton e Michael Keaton
Em primeiro lugar, um pedido de desculpas aos leitores do blogue pela inércia desta espaço. Compromissos profissionais e "abacaxis" pessoais inviabilizaram postagens sobre filmes e novidades sobre a sétima arte. Mas, após esse mea culpa, a promessa de manter o blogue sempre dinâmico e atualizado.
Emm segundo lugar, uma notícia das melhores. O filme "Beetlejuice - Os Fantasmas se Divertem" 1988, que apresentou ao mundo Tim Burton e o famoso morto-vivo Beetlejuice, deve ganhar uma continuação, como publicou nesta segunda dia 21, o site da revista "Variety".
Segundo fontes ouvidas pela publicação, Burton, está em conversas com o ator Michael Keaton para retomar parceria da franquia. O roteiro deve ficar a cargo de Seth Grahame Smith, que produzirá o filme com David Katzenberg, da KatzSmith Productions. Recentemente, Grahame-Smith publicou em sua conta do Twitter que tinha grandes novidades, o que deu início a uma onda de rumores.
Segundo fontes ligadas ao projeto, Keaton estaria interessado em voltar a interpretar Beetlejuice. O filme poderá ganhar mais de uma sequência. A última continuação dirigida por Burton foi "Batman, o Retorno", em 1992. Atualmente, ele está filmando "Big Eyes", com Christoph Waltz e Amy Adams, sem perspectiva sobre seu próximos projetos, o que pode ser um indício para o novo filme.
O diretor já trabalhou com Grahame-Smith na produção de "Abraham Lincoln: Vampire Hunter" (2012). Os dois também editaram parceria no filme "Sombras da Noite" (2012).
"Beetlejuice" é um dos filmes mais divertidos dos anos 80 e mostrou o potencial de Burton, confirmado depois com pérolas como "A lenda do cavaleiro sem cabeça", "Ed Wood" e "Sweeney Todd".
Com Informações do Uol
Emm segundo lugar, uma notícia das melhores. O filme "Beetlejuice - Os Fantasmas se Divertem" 1988, que apresentou ao mundo Tim Burton e o famoso morto-vivo Beetlejuice, deve ganhar uma continuação, como publicou nesta segunda dia 21, o site da revista "Variety".
Segundo fontes ouvidas pela publicação, Burton, está em conversas com o ator Michael Keaton para retomar parceria da franquia. O roteiro deve ficar a cargo de Seth Grahame Smith, que produzirá o filme com David Katzenberg, da KatzSmith Productions. Recentemente, Grahame-Smith publicou em sua conta do Twitter que tinha grandes novidades, o que deu início a uma onda de rumores.
Segundo fontes ligadas ao projeto, Keaton estaria interessado em voltar a interpretar Beetlejuice. O filme poderá ganhar mais de uma sequência. A última continuação dirigida por Burton foi "Batman, o Retorno", em 1992. Atualmente, ele está filmando "Big Eyes", com Christoph Waltz e Amy Adams, sem perspectiva sobre seu próximos projetos, o que pode ser um indício para o novo filme.
O diretor já trabalhou com Grahame-Smith na produção de "Abraham Lincoln: Vampire Hunter" (2012). Os dois também editaram parceria no filme "Sombras da Noite" (2012).
"Beetlejuice" é um dos filmes mais divertidos dos anos 80 e mostrou o potencial de Burton, confirmado depois com pérolas como "A lenda do cavaleiro sem cabeça", "Ed Wood" e "Sweeney Todd".
Com Informações do Uol
quinta-feira, 26 de setembro de 2013
"A vida de Adéle" vai estrear no Brasil em dezembro
Vencedor da Palma de
Ouro no Festival de Cannes deste ano e elogiado por críticos, La Vie D’Adèle vai chegar aos cinemas brasileiros
mais cedo do que se imaginava. A distribuidora Imovision divulgou que o filme (que pode se chamar A vida de Adele ou Azul é a mais quente das cores, nome internacional do filme e o título original da HQ que inspirou o roteiro) estreia no Brasil em 6 de dezembro.
Dirigido por Abdellatif Kechiche (O Segredo do Grão e Vênus Negra, dois filmes maravilhosos) e estrelado pela beldade Léa Seydoux (de A bela Junie, Adeus minha rainha e Meia-Noite em Paris, cada dia mais linda e melhor atriz) e a estreante e revelação Adèle Exarchopoulos (Boxes), La Vie D’Adèle segue a jornada de um casal de garotas, desde o primeiro olhar até um possível fim. Tem cenas consideradas ousadas e encantou até o conservador Steven Spielberg, presidente do juri de Cannes, que se rendeu ao filme.
Com informações do Cinema em Cena
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