terça-feira, 9 de dezembro de 2014

Nova animação dos Estúdios Ghibli “O conto da Princesa Kaguya' encanta cinéfilos


Cefas Carvalho

Qualquer cinéfilo que se preze sabe da importância do mestre Hizao Miyazaki e seu estádio Ghibli para a animação.  Pois,  'O Conto da Princesa Kaguya', nova animação do estédio japonês, será lançada e já vem ganhando prêmios de melhor animação do ano pelo mundo afora, o que não é de se estranhar. Para quem não está familiarizado com a animação nipônica além dos Narutos que passam na TV, Miyazaki é autor de obras primas como “Ponyo”, “A princesa Mononoke” e “A viagem de Chiriro” (Oscar de animação e vencedor do Festival de Berlim).

Dirigida por Isao Takahata, co-fundador do Ghibli ao lado de Miyazaki, 'Kaguya-hime no Monogatari' é baseado no antigo e popular conto japonês "O Conto do Cortador de Bambu”. Kaguya era bebê quando foi encontrada dentro de um tronco de bambu brilhante. Passado o tempo, ela se transforma em uma bela jovem que passa a ser cobiçada por 5 nobres, dentre eles, o próprio Imperador. Mas nenhum deles é o que ela realmente quer. A moça envia seus pretendentes em tarefas aparentemente impossíveis para tentar evitar o casamento com um estranho que não ama. Mas Kaguya terá que enfrentar seu destino e punição por suas escolhas.
O filme  tem estreia no Brasil prevista para dia 23 de abril de 2015.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Drama urbano de J.C Chandor é o filme do ano no National Board of Review

Cefas Carvalho
Nem “Grande Hotel Budapeste” nem “Garota exemplar” e tampouco o cultuado e independente “Boyhood”. A National Board of Review, órgão centenário que elege os destaques da indústria cinematográfica americana desde a década de 1930, divulgou a lista de destaques da sétima arte em 2014 e o  drama “A Most Violent Year”, de J. C. Chandor, foi eleito o melhor filme do ano. O longa que narra a jornada de um casal que luta para se manter minimamente íntegro na violenta selva de pedra de Nova York no ano de 1981 ainda ganhou o prêmio de melhor ator pelo trabalho de Oscar Isaac (empatado com Michael Keaton, de Birdman) e melhor atriz coadjuvante, Jessica Chastain. Surpresa: Clint Eastwood faturou o prêmio de melhor diretor por Sniper Americano, filme de guerra baseado na história real de Chris Kyle, interpretado por Bradley Cooper, atirador de elite das forças especiais da marinha americana. A cerimônia oficial de entrega de prêmios será realizada no dia 6 de janeiro, na cidade de Nova York. Confira a lista completa de vencedores abaixo:
Melhor filme: A Most Violent Year
Melhor diretor: Clint Eastwood (Sniper Americano)
Melhor ator (empate): Oscar Isaac (A Most Violent Year) e Michael Keaton (Birdman)
Melhor ator coadjuvante: Edward Norton (Birdman)
Melhor atriz coadjuvante: Jessica Chastain (A Most Violent Year)
Melhor roteiro original: Phil Lord e Christopher Miller (Uma Aventura Lego)
Melhor roteiro adaptado:  Paul Thomas Anderson (Vício Inerente)
Melhor animação: Como Treinar o Seu Dragão 2
Melhor ator revelação: Jack O’Connell (Invencível e Starred Up)
Melhor diretora estreante: Gillian Robespierre (Obvious Child)
Melhor filme estrangeiro: Relatos Selvagens
Melhor documentário: Life Itself - A Vida de Roger Ebert
Prêmio William K. Everson: Scott Eyman
Melhor elenco: Corações de Ferro
Prêmio Spotlight: Chris Rock, por roteirizar, dirigir e estrelar Top Five

Prêmio NBR de liberdade de expressão: Rosewater e Selma

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Prêmio Europeu divulga indicados: filmes russo, polonês e turco se destacam (mas até Von Trier emplacou "Ninfomaníaca")

Cefas Carvalho

Este blogueiro cinéfilo faz mais uma vez seu mea culpa e retoma a este espaço querido que foi abandonado por tempos devido a eleições, ocupações profissionais e pessoais. Mas, com uma nova jura de mantê-lo atualizado para meu prazer pessoal e fidelidade aos amigos leitores, volto à tona com tema dos melhores. Saiu dia 8, pela EFA – European Film Academy – a lista de indicados da 27ª edição da premiação, o “Oscar europeu” (para horror do amigo Sandro Fortunato).
Este ano nenhum favorito absoluto como “Amor” e “A grande beleza” em anos anteriores. Saltam aos olhos o polonês “Ida”, o russo “Leviatã”, o turco “Winter Sleep”, de Nuri Bilge Ceylan (que venceu Cannes. “Ninfomaníaca” de Lars Von Trier, surpreendentemente concorre aos prêmios principais (não que eu não tenha gostado, é que existe uma má vontade contra Trier). A musa Charlotte Gaisnbourgh concorre mais uma vez (venceu com “Anticristo”, também de Trier). Confira os indicados:

MELHOR FILME
Ida – Pawel Pawlikowski
Leviatã – Andrey Zvyagintsev
Winter Sleep – Nuri Bilge Ceylan
Força Maior – Ruben Ostlund
Ninfomaníaca: Volume 1 e 2 – Lars Von Trier

MELHOR COMÉDIA
Carmina & Amen – Paco León
Le Week-End – Roger Michell
The Mafia Only Kills in the Summer – Pierfrancesco Diliberto

MELHOR DIRETOR
Pawel Pawlikowski – Ida
Andrey Zvyagintsev – Leviatã
Nuri Bilge Ceylan – Winter Sleep
Steven Knight – Locke
Ruben Ostlund – Força Maior
Paolo Virzì – Human Capital

MELHOR ATRIZ
Agata Kulesza – Ida
Marion Cotillard – Dois Dias, Uma Noite
Charlotte Gainsbourg – Ninfomaníaca: Volume 1 e 2
Agata Trzebuchowska – Ida
Marian Alvarez – Wounded
Valeria Bruni Tedeschi – Human Capital

MELHOR ATOR
Alexey Serebryakob – Leviatã
Stellan Skarsgard – Ninfomaníaca: Volume 1 e 2
Brendan Gleeson – Calvary
Tom Hardy – Locke
Timothy Spall – Mr. Turner

 MELHOR ROTEIRO
Ebru Ceylan e Nuri Bilge Ceylan – Winter Sleep
Jean-Pierre e Luc Dardenne – Dois Dias, Uma Noite
Steven Knight – Locke
Oleg Negin e Andrey Zvyagintsev – Leviatã
Pawel Pawlikowski e Rebecca Lenkiewicz – Ida

MELHOR DOCUMENTÁRIO
Just the Right Amount of Violence – Jon Bang Carlsen
Master of the Universe – Marc Bauder
Of Men and War – Laurent Bécue-Renard
Sacro GRA – Gianfranco Rosi
Waiting for August – Teodora Ana Mihai
We Come as Friends – Hubert Sauper

MELHOR CURTA-METRAGEM
A Town Called Panic: The Christmas Log – Stéphane Aubier, Vincent Patar
Dinola – Mariam Khatchvani
Pequeño Bloque De Cemento Con Pelo Alborotado Conteniendo El Mar – Jorge López Navarrete
Shipwreck – Morgan Knibbe
Lato 2014 – Wojciech Sobczyk
The Chiken – Una Gunjak
The Missing Scarf – Eoin Duffy
HVALFJORD – Guðmundur Arnar Guðmundsson
Daily Bread – Idan Hubel
HÄTÄKUTSU – Hannes Vartiainen, Pekka Veikkolainen
Pride – Pavel Vesnakov
Still Got Lives – Jan-Gerrit Seyler
Taprobana – Gabriel Abrantes
The Chimera of M. – Sebastian Buerker
Fal – Simon Szabó

MELHOR ANIMAÇÃO
Jack and The Cuckoo Clock Heart – Mathias Malzieu e Stéphane Berla
Minuscule: Valley of the Lost Ants – Thomas Szabo and Helene Giraud
The Art of Happiness – Alessandro Rak

PRÊMIO REVELAÇÃO DA CRÍTICA
10,000 km Long Distance – Carlos Marques-Marcet
71 – Yann Demange
Party Girl – Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis
The Tribe – Myroslav Slaboshpytskiy
Wounded – Fernando Franco

PRÊMIO ESCOLHA POPULAR
A bela e a fera – Christophe Gans
Ida – Pawel Pawlikowski
Ninfomaníaca – Lars von Trier
Dois dias, uma noite – Luc Dardene e Jean-Pierre Dardenne
Philomena – Stephen Frears
The 100-Year-Old-Man Who Climbed Out The Window and Disappeared – Felix Herngren

VENCEDORES
YOUNG AUDIENCE AWARDS: Spijt! – Dave Schram
MELHOR DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA: Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski – Ida
MELHOR EDIÇÃO: Justine Wright – Locke
MELHOR DESENHO DE PRODUÇÃO: Claus-Rudolf Amler – The Dark Valley
MELHOR FIGURINO: Natascha Curtius-Noss – The Dark Valley
MELHOR COMPOSIÇÃO: Mica Levi – Sob a Pele
MELHOR EDIÇÃO DE SOM: Joakim Sundström – Starred Up




sexta-feira, 19 de setembro de 2014

"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho" é o representante do Brasil para o Oscar de filme estrangeiro

O belo filme "Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", do diretor paulistano Daniel Ribeiro, que fez sucesso quando exibido nas sessões do Cine Cult, em Natal, foi escolhido para representar o Brasil na disputa pelo prêmio de filme estrangeiro no Oscar 2015. Escolhido entre 18 candidatos por uma comissão do Ministério da Cultura, o longa será pré-indicado à Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos, que receberá indicações de vários países (um filme por país, manda a regra), e em janeiro sairão os cinco filmes finalistas. 
O filme conta a história de Leonardo, um garoto cego de 15 anos, interpretado por Guilherme Lobo, que procura ser independente em uma sociedade super-protetora. O jovem estudante do ensino médio se apaixona pelo amigo Gabriel (Fabio Audi), ao mesmo tempo em que desperta sentimentos pela colega Giovana. 
"Hoje Eu Quero Voltar Sozinho", vencedor do prêmio da crítica no Festival de Berlim, fez uma forte campanha nos Estados Unidos com a distribuidora Strand Releasing e vai entrar em cartaz, em circuito comercial, no dia 7 de novembro em Nova York e Los Angeles. No Brasil, o filme estreou em poucas salas mas reuniu, em pouco mais de quatro semanas, 167 mil espectadores. Até este mês, foi visto por 189 mil pessoas, segundo dados do site Filme B.
A cerimônia de premiação do Oscar 2015 está marcada para 22 de fevereiro. A última vez que um filme nacional disputou o Oscar de filme estrangeiro foi em 1999, quando a obra prima "Central do Brasil", de Walter Salles, foi finalista e perdeu "A Vida É Bela", de Roberto Benigni.
            

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

42ª edição do Festival de Cinema de Gramado começa nesta sexta-feira



Começa nesta sexta, 8 de agosto, e vai até o próximo dia 16 o 42º Festival de Cinema de Gramado, no Rio Grande do Sul. A cerimônia de abertura acontece às 17h, no Palácio dos Festivais, e na sequência, às 19h, será exibido o filme de abertura ‘Isolados’, de Tomas Portella. O longa foi o último trabalho no cinema do ator José Wilker, que foi também curador do festival.

Mostra competitiva e prêmios
Serão exibidos em competição oito longas-metragens nacionais, cinco latino-americanos e 30 curtas brasileiros – 17 deles, na mostra de curtas gaúchos. As obras concorrem ao Troféu Kikito, prêmio oficial do festival, em diversas categorias técnicas. Além do troféu, pela primeira vez na história do festival as produções competem também por prêmios em dinheiro, no valor total de R$ 275 mil - sendo R$ 65 mil para o melhor longa nacional e R$ 15 mil para o melhor curta.
Os longas brasileiros em competição são “A Despedida”, de Marcelo Galvão; “A Estrada 47”, de Vicente Ferraz; “A Luneta do Tempo”, com direção do cantor e compositor Alceu Valença; “Esse Viver Ninguém Me Tira”, estreia de Caco Ciocler como diretor; “Infância”, de Domingos Oliveira; “O Segredo dos Diamantes”, dirigido por Helvécio Ratton; “Os Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas; e “Sinfonia da Necrópole”, de Juliana Rojas.
Fora de competição, o Festival de Gramado também promove mostras especiais, como a Mostra de Cinema Gaúcho, que exibirá seis longas realizados no Rio Grande do Sul; a mostra Infantil; a mostra Documentários e Séries TVE, e mostras em parceria com festivais de cinema latino-americanos.

Homenageados
Os homenageados desta edição serão o cineasta Walter Carvalho, que receberá o Troféu Eduardo Abelin; o ator Jean Pierre Noher, a quem será dado o Kikito de Cristal; o ator Flávio Migliaccio, que ganhará o Troféu Oscarito; e o ator Rodrigo Santoro, homenageado com o Troféu Cidade de Gramado.

Atividades paralelas
Além das sessões especiais de cinema promovidas para moradores da cidade de Gramado antes da abertura oficial do festival, estão, entre as atividades paralelas, as sessões da mostra Cinema nos Bairros; debates sobre os filmes exibidos, painéis, palestras, encontros e atividades de formação.

quinta-feira, 29 de maio de 2014

Cineclube Natal realiza Mostra do Filme Cult no TCP

Tem início nesta quinta dia 29, a 8 Mostra do Filme Cult, promovida pelo Cineclube Natal. O evento deste ano traz filmes para todos os gostos e presta homenagem a Moacy Cirne. A edição deste ano da clássica Mostra do Filme Cult (aquele filme esquisito, não necessariamente bom, mas que é objeto de culto por alguma razão),vai até o dia 2 de junho (segunda-feira), sempre no TCP (Teatro de Cultura Popular). 
Em sua oitava edição, a Mostra do Filme Cult promove exibições de cinco filmes que passaram ao largo do circuito brasileiro - quando muito, exibidos com atraso ou em sessões restritas. A seleção deste ano está eclética, passeando por vários estilos cinematográficos, mas sem perder a qualidade exótica da mostra. 
Os títulos vão desde o drama intimista (Glen ou Glenda), passando por um clássico do cinema noir (A Beira do Abismo), e culminando no inusitado filme de horror (The Pig Fucking Movie), que encerra a mostra. Trata-se de mais uma oportunidade indispensável para os admiradores de um tipo de cinematografia que raras vezes pode chegar ao espectador em espaço reservado aos gêneros propostos – nesse caso, o auditório do Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (anexo da Fundação José Augusto). 
Além da comemoração do aniversário de nove anos da instituição, o Cineclube Natal também prestará homenagem ao grande Moacy Cirne, falecido no início deste ano. As exibições começam sempre às 18h30, e são seguidas por debates entre os integrantes do Cineclube e o público da mostra. A taxa de manutenção cobrada por sessão custa R$ 4.

PROGRAMAÇÃO 

29 de maio
Glen ou Glenda (Glen or Glenda), Ed Wood, 1953, EUA, drama, 68 minutos. 
Sinopse: O que leva um homem a se vestir de mulher? Ed Wood tenta responder a essa questão fazendo um filme B quase autobiográfico.

30 de maio
A Beira do Abismo (The Big Sleep), Howard Hawks, 1946, EUA, noir e mistério, 114 min.
Sinopse: Clássico filme noir com o detetive Philip Marlowe na pele de Humphrey Bogart, numa história de Raymond Chandler. Criação de personagens como só Hawks conseguiu fazer numa atmosfera sombria típica do gênero noir.

31 de maio
Madre Joana dos Anjos (Matka Joanna od aniolów), Jerzy Kawalerowicz, Polônia, 1961, drama, horror e mistério, 110 min.
Sinopse: Um padre é mandado a uma pequena paróquia no interior da Polônia que se acreditava estava sob possessão demoníaca e tem que enfrentar as suas próprias tentações.

01 de junho
A Marca do Assassino (Branded to Kill), Seijun Suzuki, 1967, Japão, drama e ação, 98 minutos.
Sinopse: É a história de Hanada, matador da Yakuza, que se torna alva da mesma Yakuza. Poética paródia dos filmes de gangsteres japoneses, inovador em seus enquadramentos, em sua fotografia e na sua montagem fragmentada. Os filmes de Suzuki influenciaram diretamente o cinema de vários diretores atuais, como Tarantino, Kar-Wai, Jarmusch e Kitano.

02 de junho
The Pig Fucking Movie (Vase de Noces), Thierry Zéno, Bélgica, 1975, horror e romance, 80 min.
Sinopse: Fazendeiro se apaixona pela porca que criava e tem porquinhos mutantes. Quando os filhotes preferem a mãe, ele enlouquece.

SERVIÇO
VIII Mostra do Filme Cult, organizada pelo Cineclube Natal
Local: Teatro de Cultura Popular Chico Daniel (anexo da Fundação José Augusto, localizado à rua Jundiaí)
Horário: De 29/05 a 02/06, com sessões iniciando às 18h30
Valor: R$ 4 (manutenção da mostra)

sábado, 24 de maio de 2014

Drama turco vence Cannes; Julianne Moore e Xavier Dolan também são premiados

Ig Cinema

O filme turco "Winter Sleep", do premiado Nuri Bilge Ceylan ("Era uma Vez na Anatólia"), liderou a bolsa de apostas e ganhou a Palma de Ouro do festival de Cannes 2014, neste sábado.
"Dedico este prêmio a todos os jovens que perderam a vida ao longo do último ano", agradeceu o diretor, referindo-se aos que morreram nos protestos contra o governo em Istambul. É a segunda fez que a Turquia leva o prêmio máximo do festival - a primeira foi para "Yol - O Caminho", de Yilmaz Guney e Serif Goren, em 1982, há 32 anos. 
Com três horas e quinze minutos de duração, "Winter Sleep" conta a história de Aydin, dono de um pequeno hotel na Anatólia. Ele escreve artigos sobre a moral, a religião e a busca da felicidade para um jornal local, mas sua jovem esposa Nihal e sua irmã Necla vão lhe mostrando pouco a pouco como ele é um sujeito egocêntrico e manipulador. 
Julianne Moore venceu a Palma de melhor atriz por seu papel de uma atriz neurótica atormentada pelo jovem fantasma da mãe em "Maps to the Stars", de David Cronenberg. Moore não estava mais em Cannes para receber o prêmio.
O britânico Timothy Spall ficou com a Palma de melhor ator pelo papel do pintor embrutecido de "Mr. Turner", de Mike Leigh, sobre o grande pintor inglês precursor do impressionismo. 
O Grande Prêmio do júri, espécie de segundo lugar, ficou para "Le Maraviglie" (As Maravilhas), da italiana Alice Rohrwacher. O Prêmio do Júri, foi para o canadense "Mommy", do jovem Xavier Dolan (25 anos), o mais novo cineasta da competição. Mas o júri também deu uma menção para "Adieu au Langage", de Jean-Luc Godard, que, por sua vez, foi o cineasta mais velho entre os selecionados. O prêmio para Godard foi bastante vaiado pelos jornalistas na sala de imprensa. O pior é que o júri ignorou o pedido do próprio Godard, que declarou numa entrevista preferir não levar nenhum prêmio especial em reconhecimento da carreira.
O americano Bennet Miller (de "O Homem que Mudou o Jogo" e "Capote"), venceu o prêmio de melhor diretor por "Foxcather", que fez com que o Steve Carrell fosse cotado inclusive para o Oscar de melhor ator, pelo papel de John Du Pont, milionário que decide montar um centro de treinamento para lutadores em sua imensa propriedade na Pensilvânia e convidar para o projeto os irmãos Schultz, Mark (Channing Tatum) e Dave (Mark Ruffalo), medalhistas de vários campeonatos.
O russo "Leviathan", sobre um homem comum que perde a casa e a família após uma série de contratempos, ficou com a Palma de melhor roteiro.
Em seu último ano à frente do festival, Gilles Jacob foi ovacionado de pé quando entrou no palco para apresentar o prêmio Caméra d'Or, para o melhor filme de estreia. O prêmio foi para o francês "Party Girl", sobre uma ex-dançarina de boate aos 60 anos e sua família. Os papéis do filme são feitos pelas próprias pessoas que as inspiraram, e a protagonista é mãe de um dos diretores.
O prêmio de melhor curta ficou para "Leidi", do diretor colombiano Simón Mesa Soto. O francês "Aïssa" e o norueguês "Javi Elsker" receberam menções especiais do júri, presidido pelo diretor Abbas Kiarostami.
A cerimônia foi apresentada pelo ator francês Lambert Wilson, dos filmes da trilogia "Matrix" e "Homens e Deuses". O júri que decidiu os prêmios foi presidido pela neozelandesa Jane Campion, diretora de "O Piano", e incluía Willem Dafoe, Gael García Bernal, Sofia Coppola, Carole Bouquet, a atriz iraniana Leila Hatami ("A Separação"), o chinês Jia Zhang-Ke ("Um Toque de Pecado"), o dinamarquês Nicolas Winding Refn ("Drive") e a atriz coreana Jeon Do-Yeon.
Depois de ser ovacionado por cinco minutos no Festival de Cannes, o documentário "O Sal da Terra", sobre o fotógrafo Sebastião Salgado, foi escolhido na sexta (23) para receber o prêmio especial do júri da mostra Un Certain Regard, presidido pelo cineasta argentino Pablo Trapero. O filme tem direção do alemão Wim Wender e de Juliano Salgado, filho de Sebastião. O prêmio principal de melhor filme ficou com o húngaro "White Gods", longa que mostra ataques de cães selvagens pelas ruas de Budapeste, filmados com cães reais.
Confira a lista completa da 67ª edição do Festival de Cannes:

Palma de Ouro
"Winter Sleep" (Kis Uykusu), de Nuri Bilge Ceylan (Turquia)
Grand Prix
"Le Maraviglie", de Alice Rohrwacher (Itália)
Melhor diretor
Bennett Miller, por "Foxcatcher" (Estados Unidos)
Melhor ator
Timothy Spall, por "Mr. Turner" (Reino Unido)
Melhor atriz
Julianne Moore, por "Maps to the Stars" (Canadá)
Prêmio do júri
"Mommy", de Xavier Dolan (Canadá), e "Adieu au langage", de Jean-Luc Godard (França)
Melhor roteiro
Andrey Zvyagintsev e Oleg Negin, por Leviathan (Rússia)
Melhor curta
"Leidi", de Simón Mesa Soto (Colômbia) 
Menção do júri - Cur
"Aïssa" (França)
"Ja Vi Elsker" (Noruega)
Filme - Un Certain Regard
"White God", de Kornel Mundruczó (Alemanha/Hungria/Suécia)
Prêmio Especial do júri - Un Certain Regard
"O Sal da Terra", de Wim Wenders e Juliano Salgado (Brasil/França/Itália)
Prêmio do júri - Un Certain Regard
"Turist", de Ruben Östlund (Dinamarca/França/Noruega/Suécia)
Ator - Un Certain Regard
David Gulpilil - "Charlie's Country" (Austrália)
Conjunto - Un Certain Regard
Marie Amachoukeli, Claire Burger e Samuel Theis - "Party Girl" (França)